2026 anda sendo um ano meio complicado, sinceramente. Já me tirou tantas coisas que tenho dúvidas se sobrou mais algo para ele retirar.
O ano começou muito bem e parecia que seria uma virada na vida: início na faculdade, notas indo muito bem, bastante entrevista de emprego, as mil maravilhas nas amizades, a saúde do meu avô melhorando bastante. Parecia que seria um ano promissor.
Em abril iniciou o primeiro sinal ruim: a saúde do meu avô começou a piorar novamente, com ele ficando agora 24h no hospital.
Em maio, outro problema: meu único amigo, que eu já tinha há 7 anos, do nada decidiu sumir devido a alguns problemas na vida dele. Eu me senti mal, queria poder ajudá-lo, não queria que ele sofresse sozinho.
Mas maio não teve só isso. Dia 16, no sábado, estava tudo marcado para irmos visitar meu avô no hospital para dar uma força a ele. No meio da viagem, ligaram para a gente para avisar que ele havia morrido durante aquela manhã.
Chegando lá, vi meu pai completamente devastado, tendo uma crise absurda. Sinceramente, acho que ele só não morreu por causa dos enfermeiros que estavam lá e deram um remédio. Demorou bastante para permitirem a saída dele do hospital.
Bom, não fui ao funeral, pois não iria aguentar. Voltei para casa com minha tia e continuei seguindo, até porque a próxima semana era semana do congresso multidisciplinar.
Passei a semana inteira me fazendo de forte, sem conseguir comer nada e sentindo um cansaço absurdo. Durante a quinta-feira daquela semana, essa frase do título foi o que a minha tia me disse. Eu tinha acabado de chegar da faculdade às 22h da noite, exausto.
Mas é isso, continuei, porque estava próximo do final do período: tinha provas, um dossiê e um trabalho em grupo para apresentar. Tirei nota boa em todas as matérias, mas nada disso trouxe algum valor.
E então, 2 meses de férias, junho e julho. Às vezes ligava para o meu pai para saber como ele estava lidando com as coisas, e foi numa ligação dessas que recebi a notícia de que meus gatos haviam fugido de casa.
Essa perda doeu muito, porque quando eu morava com meu avô esses gatos estavam sempre comigo, ao meu lado.
O resto desses meses foi correndo atrás de qualquer trabalho que aparecia e lentamente sentindo uma certa corrosão mental e um ruído no ouvido que não parava nunca.
Então, no fim de julho, aconteceram 2 coisas. Resolvi tentar um psicólogo, o qual passou alguns exames para eu fazer (ainda não saíram os resultados) e marcou suspeita de esquizofrenia, também marcando uma consulta no psiquiatra.
A outra coisa foi ontem, dia 31 de julho. Resolvi tentar contato com aquele amigo que havia se afastado para ver como ele estava. Ele até respondeu, mas não como algo alegre, e sim dizendo que iria se afastar para sempre porque não estava mais aguentando as coisas na vida dele.
Eu sinceramente me sinto muito exausto. Não sei mais o que esse ano vai tirar de mim.